sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Curandeiros de si.


Este espaço que sempre harmonizou costumes campeiros aos passos eternos de busca espiritual, falará hoje sem nenhuma forma de fanatismo, pelas palavras sublimes de um de seus importantes mensageiros. Rodrigo Fontana França, a quem li pela primeira vez neste texto que divido, nos leva á reflexão importantíssima e não menos difícil monitoração de nossas escolhas.
Desnecessárias minhas primitivas palavras.
Leiam e pensem por quanto tempo o ser humano renegará esta filosofia, tão próxima da mensagem do Cristo e tão distante da realidade moral de nossos costumes?
Tenham uma ótima leitura Curandeiros de si.



Equilíbrio em um mundo difícil 

domingo, 12 de outubro de 2014

Quando eu era adulto




Quando eu era adulto as coisas eram mais difíceis, mas recebi, por vocês, a oportunidade de acriançar-me.  

Agora entendo, a cada abraço e grito de PAAAI, que existo e amo ser amado enquanto amo.

Que o mundo se acriance e não leve tão a sério a seriedade mal humorada do envelhecimento físico.

Quando eu era adulto ganhei dois motivos pra morrer sendo criança e viver mais... junto a vocês meus anjos.

Quando eu era adulto resolvi diminuir para crescer.






quinta-feira, 14 de agosto de 2014

E pra entenderem meu canto


                                  foto extraída do site http://www.islamocha.cl/birdwatching/


E pra entenderem meu canto
neste país muito antigo
hei de cantar e prossigo
o rumo de outro “zorzal”
é o Brasil com voz rural
que evidencio e acredito
por isso Meu Tempo Escrito
faz ronda na Capital

Aos bravos da Rádio sul
meu obrigado e respeito
por me darem o direito
de retornar ao SARAU
se o Brasil de voz rural
me acredita soldado
eu vou marchar bem pilchado
sobre o meu Canto Ancestral.

E hão de entender mais meu canto
neste país em perigo
pois só o valor do antigo
perpetua o mundo novo
eu juro e então me comovo
verseador Á Moda Antiga
verso afiado, limpa a briga
e inflama a alma do povo

Para aqueles que me escutam
e creem nas minhas verdades,
que olhem bem pra cidade
com luzes, fios e concreto
e pensem no analfabeto
sem teto, voz, nem jornal
espelho do homem rural
parido no campo aberto.

Quando  a cidade não vê
o campo morre no escuro
celulares, sonhos, juros
banalidades mesquinhas
curtidas nas ladainhas
compartilhadas por farra
não mais o amor das guitarras
nos ranchos de tardezinha

Olho no olho do irmão
e o peito a peito no abraço
cimbram almas no compasso
da humanidade que canta
quem não escuta levanta
quem não vê perde o destino
cego do próprio “camino”
surdo da própria garganta.

Matem a cede dos olhos,
perdoem os menos cultos
bebam menos dos insultos
da regressão do universo
o espiritual é o progresso
saber de si é o caminho
a mesma flor que da espinho
da alma e sonho ao bom verso.

Por  isso então me pergunto
se há mesmo em quem confiar?
É doente a aura do olhar,
terminal o brio do amigo
não sei se conto comigo
quanto mais com quem promete
confiar é estar num brete
sempre a mercê do perigo.

E pra entenderem meu verso
neste Rio Grande na mira
hei de avaliar a mentira
em fotos, textos e sons
na harmonia dos bons
que enxergo, vejo e respiro
saio da mira do tiro
munício a arma dos sons.

Eu vou confiar no instinto
De vaqueano das picadas
Pois já fui da cerrilhada
Aos gelos da cordilheira
Cantar? Cantar é a minha maneira
De fazer campanha eterna
Calos, mãos, força na perna
E campo pra vida inteira

Quando  a cidade não vê
o campo morre no escuro
celulares, sonhos, juros
banalidades mesquinhas
curtidas nas ladainhas
compartilhadas por farra
não mais o amor das guitarras
nos ranchos de tardezinha.








sexta-feira, 1 de agosto de 2014

R E C O M E Ç O

Foi necessário o sacrifício pelo couro
que abriga e entrega a própria força eu reconheço
da proteína mãe vermelha o homem vive
quem cuida o campo esculpe o próprio recomeço.

                                                 foto Luan Marcell

Quando começamos a valer perante nossa consciência, e domamos nossos ímpetos físicos, respeitando o mundo ao redor, passamos a amar o que Deus criou para atender pelo nosso nome.

Renascer de mim... no interior de mim. Encontrar a fé no esforço físico, mental e emocional do dia-a-dia.
Não há nada melhor que agradecer os tantos tropeços que me ensinaram, ensinam e ensinarão a olhar para o chão e, levantar sem drama.  
O barro seca e cai na poeira dos joelhos, pois necessitam caminhar os que levantam e necessitam levantar os que caminham.

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Trouxe meus pais para morarem comigo nesta nova vida, estão vivos nas minhas orações a campo fora e em cada mate desta solidão curativa. Quando ato a boca de um aluno que relincha, aprendo e envelheço o eco do meu canto domador.

No livro dos elevados espíritos, a mensagem necessária e urgente que me evangeliza o amanhecer e me põe para dormir no sono da saúde.

Senhor que perdoa as minhas ofensas, eu já não percebo quem me tenha ofendido. Mantenha-me cego às minhas tentações, livrando-me, a cada minuto, do mal que me ronda.

Aos que eu escuto, benzas com ensinamentos que eu levarei aos que me ouvem.  Aos que me escutam, que eu esteja sensato e firme em palavras e exemplos para evoluir multiplicando.

Que os teus filhos que me amaram recuperem a vontade de confiar quando eu for merecedor da tua vontade e, oportunizes um sadio recomeço.
Que meus filhos de sangue e afilhados de tempo estejam filtrando o de melhor em meu sorriso, o que há de positivo em minha conduta... e eu tenha o que mereço e seja o que aprendi e elaborei para o hoje.

Nesta terra missioneira, o recomeço do teu filho que planejamos renascer: ronda o gado educando bons cavalos, respeita as chuvas e se benze em tuas laranjas amarelas de amanhã... bebe água na palma de tuas mãos de pedra doce e, avermelha-se do chão que tu chorou.

Quando começamos a valer perante nossa consciência, o Cristo ri do seu irmão que se levanta.


Recomeço

Foi necessário renascer da terra em flora
pois já foi fauna a coronilha que adormeço...
foi necessário renascer do canto antigo
e desenhar-me no carvão do recomeço.

Apelidaram Deus do campo e muitos nomes
e eu volto em arte relicário assim mereço
vou me esculpir da coronilha irmã da terra
pagar a guerra em voluntário recomeço.

Renascer em mim...

Foi necessário o sacrifício pelo couro
que abriga e entrega a própria força eu reconheço
da proteína mãe vermelha o homem vive
quem cuida o campo esculpe o próprio recomeço.

Se pela arte, onde evocara-me, ressurjo
da terra em fauna e flora a voz – sim – amanheço
desenho a imagem de esculpir-me do silêncio
num Memorial... Terra que Canta em RECOMEÇO.


Renascer em mim...
                                  no interior de mim...
                                        
                                             reler a fé de onde vim.


Quando começamos a valer perante nossa consciência,
 e domamos nossos ímpetos físicos,
 respeitando o mundo ao redor,
passamos a amar o que Deus criou
para atender pelo nosso nome.






       foto Gabriel Amaral
31 de julho de 2014


Mato Fundo -Maçambará-RS - 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O ÍNDIO VOLTA A SUA TRIBO A FLECHA SEGUE NO AR

           foto Aline shimit

Baseado na Obra de meu Mestre Osiris Rodiguez Castillos em seus versos De Corrales a Tranqueras. 

Escrevo novamente neste espaço, dando um saludo aos leitores que acompanham minha caminhada. Pedindo desculpas pelo passageiro abandono e desejando luz. Cada qual em sua cruzada.

Refletir é estudar seu íntimo em busca da renovação.

Nunca importará o tempo perfeito se as correções foram cruzes leves empurradas pelas coincidências sem esforço.

Cada qual com suas léguas - nos vale sim  - CAMINHAR.

O índio volta à sua tribo a flecha segue no ar.




E de Bagé a São Borja
“Quantas léguas quedarán?”
Dizem que são muitas léguas
Já não me importa contar.

Nasci pra ser canto ao vento
Ter sonhos para cantar
Por isso já não me apuro
Meu tempo manda rezar...

Para os amigos que ficam,
Para os amores que vão...
Batizados de coragem
E ao trote além coração.

E no más tudo é meu canto:
“água, tierra e vento em jus
Pelos caminhos que chamam
Palavra em sonho de luz.

Batizado em sol de de Osiris
Benzido em alma de Eron
Que Jesus Cristo em seu manto
Prepare o tempo e seu tom

De Bagé, sigo a São Borja.
As léguas não vou contar
Pois só nos vale o bom tempo
Depois que o tempo passar.

Lisandro Amaral

23 de janeiro de 2014 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

É Um Fortim Zaino Queimado


Bom dia Pátria do Tempo
Sentinela dos bons Ventos
Destes Veríssimos feitos
Muitos foram nas fileiras
Alguns levaram bandeiras
E vários foram eleitos...

E o que pensar do meu zaino
Que igual a tantos estava
Nas fileiras Cambará
É um fortim Zaino queimado
E um Tempo imortalizado
Que o Vento pede e lá está.

Foi reculutado nos campos
Da amizade e da confiança
E agora imprime esperança
Nas grandes telas da Terra
Ao Seu Eduardo Loureiro
Vou regalar meu sombreiro
Couro de Paz e de guerra.

Ao Capitão grito alerta
Como seu fiel escudeiro.
Sabe que aqui no meu pago
Sorvemos muitos amargos
Mas se nos chamam – lá estamos –
Somos os zainos queimados
Olhar de tempo empilchados
Pelo Rio Grande que AMAMOS.

Tenho uma espada à parede
Olhar guerreiro com sede
E um chiripá que é uniforme
Um zaino recuperado
Dos bons tempos de soldado
Nas fileiras Cambará
Veríssimo filho do Vento
Zaino queimado de Tempo
Clarim que espera AVANÇAR.

Neste tropel de infinito
Galopeia o olhar bonito
De um bom cavalo de guerra
Minha singela homenagem
Aos redomões da coragem
Que o tempo os guarde com festa.
E a ti, Guerreiro pinhão,
Fica a saudade que resta
Brilhante estrela na testa
Que alumbra um bom CAPITÃO.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Obrigado ao Tempo dos Ventos


        
       







APÓS 3 MESES DENTRO DA VIAGEM MAIS LONGA DA MINHA VIDA... Onde estivemos em tempos que o vento nos levou. Conheci que realmente, o ser... “sua mente e corpo” nunca terão limites.

        Desafios dentro do desconhecido, do inesperado e do improviso.

      Não sei qual será o resultado do detalhe que os críticos encontrarão em nossos animais e arreios. Isso não nos interessa agora E NUNCA.
Penso que o Tempo e o Vento não será um documentário cultural e sim um passo universalizando nosso mundo diferente e, por si, verdadeiramente integrado à natureza.
     
      Aos cavalos que tranquilamente pastam nessa noite fria, aos bois mansos, mulas, ovelhas e aves barulhentas contratadas e às que quebraram o silêncio musicando - sem contrato - o mundo de Érico Veríssimo... muito obrigado.
     
     Aos amigos que se enfileiraram como soldados no meu exigido exército da equipe de produção de animais. MUITO OBRIGADO.
Jamais teria chegado ao fim sem todos que aceitaram estar comigo pelo ideal e não pelo dinheiro e flashes.
   
     A minha chefe KiKa Moura: entre pedras e espinhos conseguimos!!!
   Aos atores e direção que entenderam minha ligação com estes animais e perceberam que nossa língua - aqui no sul - é a mesma do som dos ventos do campo.


Aos proprietários de animais cedidos à nos: gracias mil.

Ao Maestro Alexandre Guerra meu aplauso de cantor.

Aos diretores Jayme Monjardim e Afonso Beato meu reconhecimento pela postura educada e compreensão de meus limites.

Ao Diego, Siane, Zeca,  Adriana, Jussara e Frederico meu pedido de desculpas pelos arreios virados do índio bruto que o tempo lapida aos poucos...

Aos que passarem aos seus filhos que estivemos lá por um ideal OBRIGADO.

Ao Júlio, Flavio, Minga, Adriano, Edu, Vaz, Nico, Guilherme, Joaquim, Falcão, Eron,  Claudio, Ronaldo, Aloisio, Luciano, Silvério e Fernanda, Lula e

todos . SEM PALAVRAS


QUE VENHAM OS PRÓXIMOS – ESTAREMOS DE CHIRIPÁ E PANÇA-DE-BURRO NO PEDESTAL DO TEMPO.